Hoje faz um ano que vim trabalhar na Furg, precisamente no IFRS – Campus Rio Grande, que nem Furg é mais. Tô contente!
Então, por trabalho, no final de semana dei um pulo em Mostardas junto com o Bruno. Na volta, passamos pela praia do Mar Grosso em São José do Norte. Tirando o calor danado que tem feito, o passeio todo foi tão bom. Parecia até férias. Ai, que saudade do Cassino e das minhas férias inteiras de professora…
Vem ver “Mariazinhas” no Solstícios.
Tenho acompanhado de longe as informações sobre o terremoto no Haiti. Sinto uma tristeza muito grande vendo as imagens de lá. Nunca soube grande coisa sobre Zilda Arns, mas sabia que era uma senhorinha simpática sem medo da pobreza, para quem a vida foi farta. Mórbido será esse meu comentário, mas azar, é o que eu penso agora: a morte dela (o contexto e não as circunstâncias) foi bastante coerente com o jeito como a dona escolheu dedicar a vida. Por isso não me espantei tanto, acho que aquele sentido de missão cumprida fica para o mundo em relação à Zilda.
Mas essas imagens, essa impressão de que até o caos é mais ordenado do que o Haiti nesse momento… me dão uma dimensão muito imediata da impotência. Da minha impotência. Se eu acreditasse só um tiquinho menos no poder do pensamento, provavelmente estaria arrasada com o fato de não poder ajudar diretamente, de não poder colaborar para levantar as pedras, separar e distribuir alimentos, dizer que esse tempo vai passar. Boto fé que não só a mobilização mundial dos governos ao redor do Haiti, mas também as preces, as rezas, as velas acesas, as manifestações de solidariedade, as mínimas intenções de auxílio aos haitianos, assim num plano bem mental, mesmo, farão toda a diferença. Isso também vai passar.

